

















Luz, Geometria e Identidade Corporativa
Grandes colunas estruturais comprimiam a recepção do Blue Spine, em São Paulo: pé-direito limitado, baixa iluminância, chegada sem pertencimento. O projeto de iluminação da OMstudio Lighting respondeu com uma inversão precisa e transformou os próprios pilares no instrumento de reorganização perceptiva do espaço. A geometria que oprimia tornou-se o vocabulário da luz.
A coluna como base
A arquitetura havia convertido as estruturas existentes em volumes cilíndricos cuja materialidade faz referência direta à identidade da marca. O gesto propõe dissolver a fronteira entre rua e interior, convertendo a chegada em experiência de pertencimento. A luz deveria ressaltar e ampliar esse conceito, não ilustrá-lo.
Rodapés e capitéis de luz criam separação sutil entre piso e teto, reduzindo a massa visual e introduzindo leveza. Círculos no teto, em dois diâmetros, ora como sancas, ora como luminárias de aparência arquitetônica, foram inspirados na geometria das próprias colunas. O resultado é um campo visual organizado pela mesma forma que organiza o espaço.
Na circulação de acesso principal, a solução é de contenção deliberada. Luminárias lineares embutidas com difusor recuado dissolvem a fonte na arquitetura. A luz existe sem se anunciar e mantém o visitante orientado sem interromper a sequência espacial que culmina na recepção.
Permanência e representação
Nas áreas comuns da presidência, planos luminosos associados ao destaque pontual de peças de mobiliário convidam à permanência. Temperatura de cor quente valoriza a madeira; a vegetação interna introduz profundidade e contraponto natural. Circulações e áreas de apoio mantêm coerência conceitual com o conjunto.
Na sala de almoço, a estratégia sustenta a dupla função do ambiente: pausa e convívio. Iluminação indireta em sanca define o plano do teto com suavidade, enquanto downlights recuados distribuem luz sem ofuscamento. Prateleiras recebem destaque linear que valoriza o volume e os objetos expostos; o paisagismo interno é acentuado por projetores com espeto, introduzindo um contraponto orgânico à regularidade dos planos construídos.
Na ala do conselho, a demanda é dupla: conforto prolongado e desempenho para videoconferência. Três geometrias tridimensionais no teto articulam iluminação perimetral indireta vertical e iluminação direta horizontal, ambas com emissão difusa e três possibilidades de acionamento. A solução assegura uniformidade nos planos de trabalho e iluminância vertical adequada nos rostos, sem sombras marcadas. A luz não hierarquiza posições individuais e reforça, assim, a ideia de colegialidade nas decisões.
O sistema como argumento
Nas pequenas salas de reunião, o mesmo vocabulário da presidência é aplicado em escala reduzida: sanca de iluminação indireta combinada com downlights embutidos recuados. A contenção é intencional, pois ambientes de trabalho concentrado exigem conforto visual sem estímulos competitivos.
Nos banheiros, a luz segue as superfícies. Downlights de difusor recuado asseguram conforto geral sem dureza. Sobre a bancada, iluminação linear embutida elimina sombras funcionais; um perfil adicional de destaque valoriza a materialidade em detalhe. Mesma temperatura de cor, mesma lógica de camadas: a coerência com o restante do projeto se mantém até os ambientes de apoio.
A integração contínua entre arquitetura, iluminação e sistemas técnicos incorporou a estratégia luminosa ao desenho final do espaço. O resultado é um projeto no qual a luz atua como infraestrutura espacial: organiza volumes, qualifica materiais e constrói identidade coerente com o posicionamento institucional.
Projeto de iluminação:
OMstudio Lighting
Projeto de Arquitetura e Interiores:
2two Arquitetura
Imagens:
Evelyn Muller


Luz, Geometria e Identidade Corporativa
Grandes colunas estruturais comprimiam a recepção do Blue Spine, em São Paulo: pé-direito limitado, baixa iluminância, chegada sem pertencimento. O projeto de iluminação da OMstudio Lighting respondeu com uma inversão precisa e transformou os próprios pilares no instrumento de reorganização perceptiva do espaço. A geometria que oprimia tornou-se o vocabulário da luz.
A coluna como base
A arquitetura havia convertido as estruturas existentes em volumes cilíndricos cuja materialidade faz referência direta à identidade da marca. O gesto propõe dissolver a fronteira entre rua e interior, convertendo a chegada em experiência de pertencimento. A luz deveria ressaltar e ampliar esse conceito, não ilustrá-lo.
Rodapés e capitéis de luz criam separação sutil entre piso e teto, reduzindo a massa visual e introduzindo leveza. Círculos no teto, em dois diâmetros, ora como sancas, ora como luminárias de aparência arquitetônica, foram inspirados na geometria das próprias colunas. O resultado é um campo visual organizado pela mesma forma que organiza o espaço.
Na circulação de acesso principal, a solução é de contenção deliberada. Luminárias lineares embutidas com difusor recuado dissolvem a fonte na arquitetura. A luz existe sem se anunciar e mantém o visitante orientado sem interromper a sequência espacial que culmina na recepção.
Permanência e representação
Nas áreas comuns da presidência, planos luminosos associados ao destaque pontual de peças de mobiliário convidam à permanência. Temperatura de cor quente valoriza a madeira; a vegetação interna introduz profundidade e contraponto natural. Circulações e áreas de apoio mantêm coerência conceitual com o conjunto.
Na sala de almoço, a estratégia sustenta a dupla função do ambiente: pausa e convívio. Iluminação indireta em sanca define o plano do teto com suavidade, enquanto downlights recuados distribuem luz sem ofuscamento. Prateleiras recebem destaque linear que valoriza o volume e os objetos expostos; o paisagismo interno é acentuado por projetores com espeto, introduzindo um contraponto orgânico à regularidade dos planos construídos.
Na ala do conselho, a demanda é dupla: conforto prolongado e desempenho para videoconferência. Três geometrias tridimensionais no teto articulam iluminação perimetral indireta vertical e iluminação direta horizontal, ambas com emissão difusa e três possibilidades de acionamento. A solução assegura uniformidade nos planos de trabalho e iluminância vertical adequada nos rostos, sem sombras marcadas. A luz não hierarquiza posições individuais e reforça, assim, a ideia de colegialidade nas decisões.
O sistema como argumento
Nas pequenas salas de reunião, o mesmo vocabulário da presidência é aplicado em escala reduzida: sanca de iluminação indireta combinada com downlights embutidos recuados. A contenção é intencional, pois ambientes de trabalho concentrado exigem conforto visual sem estímulos competitivos.
Nos banheiros, a luz segue as superfícies. Downlights de difusor recuado asseguram conforto geral sem dureza. Sobre a bancada, iluminação linear embutida elimina sombras funcionais; um perfil adicional de destaque valoriza a materialidade em detalhe. Mesma temperatura de cor, mesma lógica de camadas: a coerência com o restante do projeto se mantém até os ambientes de apoio.
A integração contínua entre arquitetura, iluminação e sistemas técnicos incorporou a estratégia luminosa ao desenho final do espaço. O resultado é um projeto no qual a luz atua como infraestrutura espacial: organiza volumes, qualifica materiais e constrói identidade coerente com o posicionamento institucional.
Projeto de iluminação:
OMstudio Lighting
Projeto de Arquitetura e Interiores:
2two Arquitetura
Imagens:
Evelyn Muller














Nossos projetos relacionados